RELÓGIO

domingo, 14 de fevereiro de 2016

ASFARN PRAIANA CHIQUINHO GERMANO - TIBAU

CHIQUINHO GERMANO É PATRONO NA SEDE DA ASFARN PRAIANA DE TIBAU, ERGUIDA NA CIDADE DE TIBAU, INAUGURADA NO DIA 19 DE ABRIL DE 2008. CHIQUINHO GERMANO FOI UNS DOS FUNDADORES DA ASFARN

domingo, 9 de setembro de 2012

FRANCISCO GERMANO FILHO

NATURAL DE LUÍS GOMES-RN, NASCIDO A 16 DE ABRIL DE 1930, PREFEITO DO MUNICÍPIO DE RODOLFO FERNANDES EM CINCO MANDATO E ELEGEU TODOS SEUS SUCESSORES. FOTO DE CHIQUINHO GERMANO COM 35 ANOS, EXTRAÍDA DA GALERIA DE EX=-PREFEITOS DE RODOLFO FERNANDES, EXISTENTE NA PREFEITURA DE RODOLFO FERNANDES

sábado, 8 de setembro de 2012

HOMENAGEM A FRANCISCO GERMANO FILHO (C H I Q U I N H O G E R M A N O)


            Com LXXVI anos de idade (MCMXXX – MMVI), e uma belíssima trajetória mais que vitoriosa em todos os aspectos, Chiquinho Germano garantiu seu espaço na geografia política e humana da região, com muita dignidade na vida pessoal e política.
Uma trajetória cheia de vitórias e de muito amor.
Francisco Germano Filho, conhecido popularmente pelo epíteto de “Chiquinho Germano”, conduz uma trajetória de vida que se confunde com a história política e administrativa do município de Rodolfo Fernandes, ambos com a mesma idade (1930/2006).
Bicudo1 histórico desde o dinartismo até a era agripinista, é o único político potiguar a vencer dez eleições municipais seqüenciais e um dos poucos a contabilizar cinco mandatos de prefeito, eleito em todos eles pelo voto popular e secreto.
Outros norte-riograndenses conseguiram vários mandatos, mas nenhum deles passando todas as vezes pelo crivo da consulta popular. Vejamos: Fabrício Gomes de Albuquerque Maranhão (13/02/1852 - 19/04/1924) exerceu o cargo de presidente da Intendência Municipal, correspondente ao atual cargo de prefeito, no município de Canguaretama, em sete períodos. Porém, sem que fosse eleito pelo voto popular, mas sim pelos membros da Intendência Municipal, em eleições indiretas, Manoel Maurício Freire (1850 – 04/10/1927) foi seis vezes intendente municipal de Macaíba, também conseguindo os mandatos sem o aval das urnas; Reinaldo Gomes Fernandes Pimenta (13/07/1863 – 30/08/1941) foi quatro vezes intendente municipal, primeiro prefeito constitucional e prefeito nomeado do município de Caraúbas; Marcelino Vieira da Costa (26/3/1859 – 2/12/1938) foi intendente municipal de Luís Gomes por cinco vezes; Coronel Pompeu Jácome (5/4/1856 – 20/11/1966), prefeito de Campo Grande, por cinco períodos, sendo duas vezes nomeado e três, através do voto popular; Rafael Godeiro da Silva (1822 – 16/3/1967), duas vezes intendente municipal, primeiro prefeito constitucional e duas vezes prefeito nomeado de Patu; e José Fernandes de Melo (2/3/1917 – 9/9/2001), cinco vezes prefeito, sendo nomeado em duas delas: Encanto e Água Nova e três vezes eleito no município de Pau dos Ferros): 1963, 1982, 1992, 2000 e 2004.
Chiquinho Germano soma 23 anos de administração municipal, o que faz a população rodolfense vê-lo como o verdadeiro padroeiro da cidade.
Que São José e seus devotos perdoem-me pela gentil deferência.
            Este é o perfil e a trajetória de trabalho de uma das maiores expressões da vida pública do Rio Grande do Norte.
Natural de Luís Gomes-RN, nascido a 16 de abril de 1930, pertence a uma prole de oito irmãos: José Germano de Queiroz (2/7/1916), Elita Queiroz Germano (3/10/1917), Aldecir Germano de Queiroz (19/5/1923), Maria Erci Germano de Queiroz (3/6/1926), Damião Germano de Queiroz (8/6/1927), Wellington Germano de Queiroz (12/6/1933) e João Germano de Queiroz (18/3/1935). Destes, dois já faleceram: José Germano (14/6/2003) e Damião (15/10/1979).
         Ele é oriundo de uma tradicional família política da região conhecida como “Tromba do Elefante”. Mais precisamente dos municípios de Luís Gomes e Marcelino Vieira, já que seu avô João Germano da Silveira, seu pai Francisco Germano da Silveira, seus tios Antonio Germano da Silveira e João Germano da Silveira exerceram o cargo de prefeito no município de Luís Gomes, além de seu avô de criação, Marcelino Vieira da Costa, ter sido deputado provincial e presidente da Intendência Municipal (prefeito), de Luís Gomes em cinco períodos.
            Pai de José Negreiros (11/08/1967) e de Cristiano Germano (15/09/1972), fruto do grande amor pela sua amada esposa e prima, dona Simone Negreiros (12/06/1939), paixão concretizada no dia 04 de outubro de 1966, quando se nupciaram.
Na verdade Chiquinho Germano tem como filhos seus, todos os rodolfenses, sejam eles de nascimento ou de coração.
É difícil encontrar um morador de Rodolfo Fernandes que em algum momento não tenha tido as mãos estendidas para uma simples saudação, uma palavra, um conselho ou a firmeza sempre presente deste nosso velho, querido amigo de todas as horas, principalmente daquelas mais tormentosas. Sem falsidade.
            De sua família, aqui dissecada nos dois primeiros capítulos desta obra e dos que fazem a atual administração municipal de sua cidade, desde os garis até aos secretários municipais e de seus inúmeros amigos, como por exemplo: José Agripino, Redondo, Rita de Cássia, Betinho Rosado, José Adécio, Lavoisiser Maia, Ney Lopes, Aroldo, Raimundo Fernandes, Victor, Juarez, Enoque, Chico Paulo, 0nacy Carneiro Vaz, Wilma de Faria, Márcia Maia, Rosalba Ciarlini, Jacinta Queiroz e Drª Solange e até mesmo de seus adversários políticos, o reconhecimento de seu valor, de sua liderança.
Único político brasileiro a vencer dez eleições municipais seqüenciais e com 23 anos exercendo o cargo de prefeito, sem que nesse longo trajeto de vida pública jamais tenha se envolvido em corrupção ou falcatrua, diferentemente de muitos políticos brasileiros que atualmente estão mergulhados num verdadeiro mar de lama podre, com governadores e prefeitos corruptos, senadores, deputados e vereadores chantagistas e servidores públicos desonestos recebendo propina, mensalão e mensalinho.
Isso ocorre frequentemente em todas as repartições públicas deste imenso País que, felizmente é gigante pela própria natureza e, infelizmente, corrupto de nascença.
De sua capacidade administrativa, de seu coração bondoso e de suas mãos limpas, é que é forjado o quadro de tudo de positivo que o ser humano Francisco Germano Filho possui.
            Nem sempre sabemos reconhecer que os dois principais mandamentos da Lei Divina, são:          Amar a Deus sobre todas as coisas (o verdadeiro sentido da vida) e Amar ao próximo como a si mesmo (quem ama não mata). Se todos nós amássemos uns aos outros, jamais aconteceria um homicídio.
Algumas pessoas acham que a maior arma do mundo é a força brutal da ignorância, existente na maioria de nossas autoridades, não sabendo elas que a arma capaz de vencer todas as inconseqüências e sobrepor-se às nossas dificuldades, é exatamente a humildade, que em vez de rebaixar o homem, eleva-o. Não somente aos olhos de seus semelhantes, como aos olhos de Deus. Alguns, quando possuem um pouquinho mais do que merecem, muitas das vezes acabam atropelados por suas limitações e pela soberba. Pois é, a soberba faz com que o homem se julgue superior a todos os seus semelhantes e jamais admita que ninguém possa rivalizar com ele em seus predicados ou talentos. Pior quando nem mesmo possuem a humildade e a grandeza para se levantarem e reconhecerem suas asneiras e fraquezas.
            De todas as virtudes de Chiquinho, talvez a mais bela seja a de conhecer profundamente o homem, esse animal sensível e complexo que pode, concomitantemente, amar e odiar o seu semelhante.
            Que Deus lhe dê muitos anos de vida, e que neles possamos continuar nos servindo de seu saber: Amar, perdoar, respeitar e servir bem aos seus munícipes e do seu exemplo de excepcional administrador, digníssimo pai e amoroso esposo.
Como seria bom que nossos políticos seguissem esse belíssimo comportamento.
            Chiquinho é um exemplo na política potiguar e brasileira, ao contrário do que se vê nos dias atuais, com políticos ladrões e falsos. Chiquinho segue firmemente pelos caminhos da dignidade e honestidade, não tendo jamais, em quase cinco décadas como homem público, demonstrado interesse de enveredar-se pela estrada da corrupção.
Felizmente, a nossa sorte é a existência de três dúzias de parlamentares honestos, como por exemplo: José Agripino, Garibaldi Alves, Betinho Rosado, Ney Lopes e Sandra Rosado que têm feito de tudo para fazer uma verdadeira faxina no Congresso Nacional, mesmo sabendo que tal atitude não é dever deles, mas sim, da Justiça e da Polícia Federal. Se todo político brasileiro fosse honesto igualmente a José Agripino e Chiquinho Germano, nosso Brasil seria a maior economia mundial.
            Com uma biografia tão rica e bonita, desejo que continue sendo essa pessoa bondosa e útil para toda a sociedade de Rodolfo Fernandes. É bom que Chiquinho Germano saiba que inúmeras pessoas que o conhecem tanto quanto eu consideram-no um ser humano insubstituível.
O bom não é ser importante, o importante é ser bom.
Chiquinho Germano é importante e bom. Ser bom é uma grande virtude na vida de qualquer ser humano.
            Quero ressaltar que o Coronel Chiquinho Germano - é assim que ele é conhecido na região - não por ter vestido a farda da minha querida e amada Polícia Militar ou das Forças Armadas, pois vestiu apenas como atirador, por um pequeno período, em 1949, a farda do Tiro de Guerra de Mossoró2, tampouco por praticar o coronelismo que costumava se utilizar do ódio, do autoritarismo, da soberba e da vingança, como método de atuação política, como registra a história da época dos antigos coronéis de patentes compradas. O seu título de coronel é fruto tão somente do muito tempo em que se encontra no comando da política rodolfense. Exatos 46 anos, sem nunca ter perdido um pleito eleitoral.
            Portanto, Rodolfo Fernandes é um município abençoado. Por Deus, primeiramente e por vários outros motivos: por seu povo hospitaleiro, ordeiro e trabalhador ter o querido Santo São José como padroeiro, por ter a bênção das “Meninas das Covinhas” e, principalmente, por possuir um homem público que é sinônimo de trabalho, honestidade e dignidade e que visa, tão somente, a melhoria da qualidade de vida do povo rodolfense.
            Está de parabéns CHIQUINHO GERMANO. Rodolfo Fernandes homenageia este valoroso agropecuarista, fazendeiro, empresário e político. Exemplo de ética e honradez na vida pública. Semeador da sinceridade. Nunca enganou a ninguém. Que Deus lhe dê muitos anos de vida.
            Enfim, falar de Chiquinho Germano é citar esperança, dignidade, honestidade e lealdade para com o povo rodolfense que confiou, continua e continuará confiando nele. Tomara que seu sucessor continue encantando a todos os rodolfenses, pois só assim teremos a certeza que o município de Rodolfo Fernandes estará entregue em boas, limpas e abençoadas mãos.




  1. Bicudo – Seguidor dos esquemas políticos adversários do ex-governador Aluísio Alves, cujos seguidores são conhecidos na gíria política do Estado como bacuraus. Dinartistas, seguidores do ex-senador Dinarte Mariz e agripinistas, do atual senador José Agripino, são apelidados no Estado de “Bicudos” ou “araras”.

  1. Tiro de Guerra - Criado em 7/11/1909, na gestão do então presidente da República Nilo Procópio Peçanha (2/10/1867 – 31/3/1924), que governou o Brasil, de 14/6/1909 – 15/11/1910; e do prefeito Antonio Soares do Couto (10/2/1866 – 27/2/1933), no ano de 1949.

Chiquinho Germano - o último dos coronéis do Sertão Potiguar

Chiquinho Germano -  o último dos coronéis do Sertão Potiguar

            Não seria justo de se escrever um livro falando sobre o último dos remanescentes do coronelisno norte-rio-grandense, que é o coronel Francisco Germano Filho – CHIQUINHO GERMANO, apesar dele não aceitar essa pecha, mas essa denominação já é corriqueira na região, tendo em vista que a imprensa de nossa região  sempre costuma de assim o chamar - Coronel Chiquinho  Germano, atual prefeito do município de Rodolfo Fernandes, sem antes de não explicar aos leitores desta obra sobre essa patente e quem foram seus antecessores. Primeiramente vamos descrever referente à patente de coronel. Patente surgida com a criação da Guarda Nacional pela  Regência  Trina Permanente, eleita pela Assembléia Geral, em 17/6/1831,substituída pela Regência Uma em 12/10/1835, através de uma lei datada de 18 de agosto de 1831, em substituição às antigas Milícias de 0rdenação.  Em plena crise da Regência, ela nasce para garantir a ordem interna nas províncias e áreas distantes do poder central. Seus comandantes são os grandes proprietários rurais, que atingem até a patente de coronel. Muitos desses coronéis enriqueceram com a indústria da seca na região do Nordeste, como também deixaram essa terrível herança para a maioria de nossos atuais políticos, que deverá ser extinta com a realização da transposição do Rio São Francisco. Os milicianos são recrutados entre empregados, agregados e a população pobre em geral. Eles combatem quilombos, perseguem negros fugitivos e expulsam posseiros e índios das fazendas. Após a proclamação da República, a Guarda Nacional é extinta, mas os coronéis mantêm o poder em suas terras e em área de influência, especialmente nos sertões do Nordeste. Eles garantem a eleição de candidatos do governo federal e estadual, fazem propaganda, controlam as eleições e a apuração. Trocam de favores por votos, prática que se apóia nas velhas relações paternalistas nascidas na sociedade colonial. Isso dos coronéis peças fundamentais para o sucesso da “política dos governadores”, esquema montado pelo presidente da República Manoel Ferraz de Campos Sales (15/11/1892 – 15/11/1902), nascido a 13 de fevereiro de 1841 e falecido em 26 de junho de 1913. Todo esse poder só começa a se extinguir com a urbanização e a industrialização do País. Sobretudo a partir de 1930. Estando atualmente em quase total extinção. Acho que depois do desaparecimento de Chiquinho Germano o coronelismo  em nossa região venha ser extinto por completamente. Queremos ressaltar que o penúltimo coronel e penúltima liderança política dos anos 60 -  Aluízio Alves, nascido a 11/8/1921, faleceu no dia 6 de maio de 2006, com  84 anos de idade.
            Na época da criação da Guarda Nacional do Brasil, aqui no Rio Grande do Norte o administrador estadual era o senhor Antonio da Rocha Bezerra, membro do Conselho da Província, eleito em 30 de agosto de 1825, que governou de 10 de março de 1830 a 22 de fevereiro de 1832.
            O coronel, para exercer sua influência em sua região, tinha que ser “homem macho”, capaz de matar ou mandar matar qualquer pessoa (diferemente de Chiquinho Gemano, que é um coronel do bem) que contrariasse os seus interesses.  Contava também com um grande número de protegidos, seus afilhados. Portanto, o coronelismo é a “estrutura política por intermédio da qual: os chefes de clãs rurais e grandes latifundiários assumiram o controle da política.” E acrescennta: “a distribuição de postos da Guarda Nacional, que exercia mais funções de “ordem homorifica” do que, propriamente, de corpo de tropa, obedecia ao critério de posição social e político dos indivíduos”.
            O coronel é portanto, o chefe político, quase sempre o grande latifundiário, exercendo um verdadeiro monopólio da terra em seu seio uma economia voltada essencialmente para a exportação de alguns produtos, entravou brutalmente o crescimento das forças produtivas”.
            É impossível de se falar na extinta estrutura política do coronelismo aqui no Estado do Rio Grande do Norte, e em lideranças políticas, sem que não se fale no saudoso Major Theodorico Bezerra (23/7/1903 – 5/9/1994), que foi o principal personagem desse regime em todo o território potiguar, ficando conhcido como “Imperador do Sertão” e  do saudoso ALUÍZIO ALVES, nascido em Angicos-RN, em 11 de agosto de 1921 e falecido em Natal no dia 6 de maio de 2006, penúltima liderança dos anos 60, e  o bacuraú mais antigo. Ele sempre foi adversário  do bicudo Chiquinho Germano, o qual deixou um legado para ser seguido pelos nossos atuais e futuros políticos. Portanto, digo sem medo de errar, Chiquinho Germano é realmente a úlima liderança dos anos 60,  depois dos desaparecimentos de Dinarte Mariz, Tarcísio Maia, Dix-huit Rosado, Vingt Rosado e  de ALUÍZIO ALVES. A seguir conheca um pouquinho da vida desses dois grandes políticos potiguares, começando pelo Major Theodorico e posteriormente a do “cigano feiticeiro” - Aluízio, que fechou um ciclo dos grandes líderes políticos do Estado do Rio Grande do Norte, restando agora apenas a personagem  de Chiquinho, que apesar de não ser um líder  totalmente conhecido em todo território estadual, mas é  com a maior certeza a última grande liderança viva surgida no início da década de 1960, com abrangência em toda a região do Oeste Potiguar.
            Nascido no município de Santa Cruz-RN, em 23/7/1903, filho de José Pedro Bezerra e de Anna  Bezerra de Souza (Donana). Fez os primeiros estudos em sua terra natal. Em 1917 exercia o comércio, como ambulante, em princípio comprando e vendendo tudo, mas o negócio de couro é que tem maior expressão. Parou suas atividades quando foi servir o exército, mais precisamente no 21º Batalhão de Caçadores, em Natal, onde permaneceu de 1923 até 1924, quando chegou até a graduação de cabo. Por essa razão, ficou conhecido pela alcunha de “cabo”. O título de “major” apareceu depois, quando militava na política.
            Saindo do exército, comprou, juntamente com um amigo, um caminhão. Depois, vendeu sua parte e comprou, em Natal, o “Hotel dos Leões”. Aos poucos, foi comprando outros: “o Internacional”, “Avenida” e o “Palace Hotel”, até fixar-se definitivamente no ramo com o arrendamento do ‘Grande Hotel”, inaugurado em 13 de maio de 1939.
            Theodorico Bezerra, apesar de suas ‘númeras atividades, ficou conhecido sobretudo como algo que na realidade nunca deixou de ser: um coronel que emerge e se modela no trânsito entre o novo apogeu do coronelismo e seu rápido declínio. Projeta o perfil de um ‘novo coronel’ despido das características anteriores de truculência, jaguncismo, desacato às autoridades constituídas que lhe estorvassem os propósitos particulares ventindo-o de uma roupagem de porte mais ajustado ao figurino da época que transcorre: pacifismo, moradores desarmados, colaboção às instituições governamentais.
            Um dos traços fundamentais da personalidade de Theodorico Bezerra é o seu dinamismo. Sempre procurou diversificar suas atividades, sendo vencedor em todas elas. Como fazendeiro, chegou a criar um verdadeiro império: Irapuru, comprada no ano de 1928 – A fazenda compreendida entre os municípios de Santa Cruz, Tangará e São José de Campestre, tinha 14 hectares de extensão, foi adquirida por cercam de  12 contos de réis. Nessa fazenda possuía dois principais açudes do Estado – Trairi e Japi – viviam sob as asas do major Theodorico cerca de três mil pessoas que, segundo as regras por ele estabelecidas, deveriam andar na linha. No entanto, algumas de suas “normas”, conforme era possível observar em suas “cadernetas” – pois cada morador de Iarapuru tinha a sua – a regidez no trato com os trabalhadores.
            Algumas delas chegavam ao absurdo de exigir que os pais criassem os filhos sem que os primeiros, os pais pudessem aprender a ler e escrever, sob pena de serem expulsom da propriedade. No entanto, os moradores da fazenda eram obrigados a, como diziam as condições, “botar os filhos na Escola”. Na fazenda Iapuru, apesar das regidas regras de conduta estabelecidas pelo major Theodorico, as famílias obtinham participação naquilo que era produzido dentro da propriedade. Esta “partilha” era muita vezes objeto dos comentários do major, que se afirmava aos que o conheciam como socialista. “Ele se dizia socialista e costumava confirmar sua teoria afirmando ser o proprietário, por exemplo, das vacas, mas o leite era da comunidade”.       Como comerciante, se tornou sócio de uma agência de carros; proprietário de uma farmácia; dono de uma casa de fogos. Chegando inclusive a fazer parte da diretoria da Associação Comercial de Natal (Fundada em 2/10/1892, que teve como primeiro presidente o Sr. Fabrício Gomes Pedroza). Como político, foi um grande líder, com uma importante participação na vida partidária do Rio Grande do Norte. Entrou para a política sob a influência do Interventor DIOCLÉCIO DANTAS DUARTE (16/10/1894 – 22/12/1975), que era Secretário-Geral do Interventor Georgino Avelino (31/7/1887 – 2/4/1959), e administrou o Estado no período de 19/10 a 17/11/45. No dia 23/5/1945 ingressou no Partido Social Democrático. No 19/1/1947, foi eleito deputado estadual. Naquele ano José Augusto Varela (28/11/1896 – 14/6/1976), seu amigo, venceu as eleições para governandor, derrotando seu opositor, o dr. Floriano Cavalcanti de Albuquerque (10/12/1895 – 7/10/1973), com uma maioria de  50,028 votos.
            O primeiro projeto de Lei de Theodorico Bezerra na Assembléia Legislativa foi a criação de São José de Campestre, que se transformou  na Lei nº 146, de 23/12/1948, que criou o referido município, desmembrando do de Nova Cruz. Foi também membro da Comissão do Comércio, Indústria, Agricultura e 0bras Públicas.
            No dia 3/2/1949, assumiu o comando do PSD-Partido Social Democrático. Em 3/10/1950 foi eleito deputado federal. No ano de 1960 apoiou Aluízio Alves (Angicos, 21/8/1921) e Monsenhor Walfredo Dantas Gurgel (Caicó, 2/10/1908 – Natal, 4/11/1971) para governador e vice respectivamente, que em 3 de outubro venceram seus opositores Djalma Marinho e Jerônimo Vingt Rosado Maia. Seis anos depois, mais precisamente no dia 15 de novembro de 1966, o major Theodorico acostumado a vencer, obteve sua primeira derrota na política: não conseguiu se eleger senador da República, perdendo para o dr. Francisco Duarte Filho.
            Como político, é claro, possuía uma visão coronelística. Tudo era válido, contanto que levasse à vitória: “ameaça, suborno, pedido humilde, favores, traições, e  tudo”.
            Em sua fazenda Irapuru, recebia os visitantes com grandes festas. Possuia duas bandas, uma integrada por homens e outra composta totalmente por mulheres.
            Cera vez, recebeu uma turma de alunos e professores de uma escola do município de Natal, soltando foguetões e com desfile das duas bandas. Uma moça, ao sair do ônibus, descascava uma laranja para comer, Theodorico viu e ordenou que a estudante guardasse a laranja porque, caso contrário, não teria fome na hora do almoço. E foi servido realmente um grande banquete farto em alimento e bebidas.
            Theodorico Bezerra, inteligente e trabalhador, sabendo tirar proveito da influência que desftutava na política, conseguiu somar uma grande fortuna. Em suas fazendas chegou a produzir, às vezes, mil quilos de algodão. Possuia, ainda duas usinas de beneficiamento de algodão; três fábricas de óleo, e uma refinaria de óleo. Em Natal, dirigiu o Grande Hotel, que teve um papel de destaque durante a Segunda Guerra Mundial, considerado como o melhor da cidade. Foi dono da Rádio Trairi, atual Tropical (inaugurada em 1/9/1962, que teve como primeiro diretor, o senhor Tales Magalhães Dantas. Em 21/9/1984 passou a se chamar Tropical de Natal, de José Agripino Maia) e do Jornal do Comércio de Natal, fundado em 1/5/1926.
            “Trabalhador tem que acordar cedo, andar ligeiro e conversar pouco”. “Viver sem trabalhar é a maior maldição da vida”. As frases acima  eram uma das muitas frases na parede da casa da fazenda de Theodorico Bezerra, as quais serviam de lema para um dos homens que representaram seu tempo, um dos últimos coronéis potiguares. Ele era dono de uma personalidade forte que muitas vezes chegava a desagradar alguns, mas era também dono de uma visão progressita de futuro e de uma, apesar do que tem-se dito ao longo dos anos,  visão social à frente de seu tempo. Muitas de suas ações eram tidas como puramente políticas, quando, na verdade, não eram. Ele incorporava a questão do espírito público. É nome do Centro de Eventos do hotel Escola Barreira Roxa, em Natal.
            Um dos filhos de Theodorico Bezerra de nome Kleber de Carvalho Bezerra, em 15/11/1982, foi eleito deputado estadual, pela legenda do PFL, com 15.793 votos, e reeleito em 15/11/1986. Seu primo Lauro Gonçalves Bezerra também exerceu o mandato de deputado estadual.  Atualmente, um de seus primos: Fernando Luiz Gonçalves Bezerra (20/2/41), filho de João Bianor Bezerra e de Hermilia Gonçalves Bezerra, exerce o mandato de senador da República, além de ter exercido por vários anos a presidência da Confederação Nacional da Indústria. O pai de Fernando Bezerra também exerceu o mandato de prefeito de Santa Cruz, no período de 31/3/1953 – 31/1/1958, além desses bezerra, podemos citar ainda: Aluízio Bezerra, deputado; José Bezerra Cavalcante, prefeito de Santa Cruz, de 31/1/1969 – 31/1/1973). Dr. Jáecio Luiz Bezerra Fiúza, prefeito  nomeado em 19/9/1945.  Sua mãe, dona Ana Bezerra foi à primeira proprietária de hotel de sua terra natal denominado de “Hotel Santacruzense”, inaugurado em 1915. Ela é patrona da Maternidade dessa cidade, instalada em  4/2/1952. Theodorico é patrono de uma escola municipal na cidade de Santa Cruz, cuja homenagem foi feita com ele vivo, e o  Parque de Vaquejada da cidade de Tangará tem ele como patrono.
        Em 1978, após passar um período em Natal, o cartunista Henfil, familiarizado com algumas rotinas da capital, tomou conhecimento daquele que seria um dos “últimos dos coronéis do sertão”: theodorico Bezerra. Foi por intermédio do cartunista que, através da Rede Globo, foi filmado o documentário Major Theodorico, o Imperador do Sertão, do diretor Eduardo Coutinho.
            Henfil manteve contato com a Rede Globo de Televisão, no Rio de Janeiro, e falou sobre a descoberta daquele que seria um dos últimos remanescentes do coronelismo. A emisssora comprou a idéia e manteve contato com Theodorico para acertar os detalhes da empreitada. No filme ele relata este fato, mas o sobrinho Lauro Gonçalves Bezerra, no livro que tem o mesmo da produção, afirma que, quando indigado sobre a intenção da emissora em realizar um filme documentário sobre ele, Theodorico mostrou-se receoso com a “entrevista” afirmando que seria cara. Ao saber que todo o trabalho se daria de graça, o “major” afirmou estar de “pleno acordo”.
            O diretor Eduardo Coutinho decidiu que, mais que apresentar a rotina daquela personalidade histórica regional, deveria permitir que ela própria que contasse sua história. Assim Coutinho procedeu: o documentário é conduzido pelo próprio “Majó” Theodorico, que versa sobre suas convições, valores, regras e como é a vivência com o poder. O filme – que não fora exibido no Estado,  pois, por ser um ano eleitoral, a Lei Falcão não permitia sua exibição – mostra o “majó” em Irapuru, no Grande Hotel e percorrendo as casas de seus “empregados” destilando sua filosofia.
            Em alguns momentos do filme, devido a sua própria natureza, o “majó”  brinda o espectador com as considerações adquiridas ao longo de sua passagem pela “Universidade da Vida”. Em uma delas, chega a justificar – à sua maneira – a poligamia. Sua casa, repleta de dizeres e recomendações, complementares as palavras e ponderações daquela figura única.
            Uma sequência chama a atenção do espectador: o momento em que o “majó” promove um surreal desfile em sua prpriedade. Trajando um misto de indumentária militar – com resquícios do cangaço - Theodorico passeia com seu visual austero juntamente com os “funcionários” da fazenda.
            Além de versar sobre sua vida, o filme mostra como se dava a relação entre o “majó” e seus protegidos. Em  um momento do filme, depois de adentrar uma moradia de sua propriedade e mostrar as regras de conduta – que deveria ser seguidas por todos -, Theodorico questiona uma moradora acerca das regras e de como esta avalia a moradia em Irapuru: positivamente avaliado, o “majó” olha a câmera como alguém que reafirma sua força.
            Major Theodorico, o Imperador do Sertão, mais que um filme que retrata uma persosalidade política potiguar, é um documento indispensável aos que querem conhecer um pouco mais acerca do passado social e político do Estado. Theodorico é a sintise dos rumos tomados pela sociedade potiguar nos últimos anos e de como esta tem-se desvencilhado do modelo por ele estabelecido.
            Theodorico Bezerra quando morreu no  dia 5 de setembro de 1994, aos 81 anos de idade,  já não desfrutava do prestígio de outrora.
            Aluízio Alves, natural de Angicos-RN, nascido em 11 de agosto de 1921, filho de Manuel Alves Filho e de Maria Fernandes Alves, com uma prole de  6 irmãos, sendo eles: Garibaldi Alves, ex-vice-governador e pai do ex-governador Garibaldi Alves Filho; Agnelo Alves ( 16/7/1932), ex-prefeito de Natal e atual prefeito de Parnamirim e pai do atual prefeito de Natal, Carlos Eduardo; o saudoso José Gobat Alves (9/9/1925 – 4/5/2004), Expedito Alves, prefeito de Angicos, eleito em 15 de novembro de 1982 e assassinado em  10 de novembro de 1983;   Maria de Lourdes Alves e Madre Carmem Alves. Jornalista, advogado, escritor e político. Com 13 anos de idade escrevia sozinho o jornal datilografado denominado de CLARIM, que o fazia circular com a crônica dos fatos angicanos, fazendo antever o jornalista e tribuno político que se destacaria mais tarde à frente de grandes jornais, como a Tribuna da Imprensa, do Rio de Janeiro, e a Tribuna do Norte, de Natal, fundado por ele, em  24 de março de 1950, e galgaria os mais altos postos da política, sendo o mais jovem constituinte nacional,com apenas 24 anos, eleito em 2 de dezembro de 1945, e assinou a Constituição em 18 de setembro de 1846, governador do Estado, eleito em 3 de outubro de 1960,  juntamente com o seu companheiro de chapa, o Monsenhor Walfredo Gurgel (2/12/1908 – 4/11/1971), vencendo seus opositores, Djalma Marinho e Vingt Rosado, cuja campanha  serviu para o ingresso de Chiquinho Germano na política, acontecendo a primeira e última derrota de Francisco Germano; ministro em duas vezes, de Administração, em 1985, na gestão de José Ribamar Ferreira de Araújo Costa (Maranhense, 24/4/1930)  e da Integração   Regional, em 1994, no governo de Itamar  Augusto  Cautiero Franco (Mineiro,  28//6/1931)  e  seu último mandato foi em 1998 como deputado federal, eleito juntamente com seu filho Henrique.
            Os companheiros de geração não entendiam porque Aluízio Alves não freqüentavam, com ele, os bares, as festas, os bailes, a boemia, como era natural na sua  adolescência, 17 anos, para viver trancado em repartições, arquivos, cartórios, de Natal e do interior, atrás de documentos seculares. De todos, que zombavam de sua obsessão, deu a resposta: no dia 11 de agosto de 1939, nos seus 18 anos de idade, presenteava a si mesmo e os seus conterrâneos, com a publicação de seu primeiro livro com o título “ANGICOS”, com 368 páginas sobre as origens, a vida adminsitrativa e política, a economia, a vida cultural de sua terra natal.
            Aluízio Alves começou a se interessar pela política no ano de 1931, com 10 anos de idade, quando, após a derrubada do prefeito de Angicos Miguel Rufino Pinheiro, que havia tomado posse em 20 de outubro de 1930, nomeado para substituir a pessoa de Francisco Gonzaga Galvão, primeiro prefeito constitucional de Angicos, eleito em 2 de setembro de 1928, seu pai Manoel Alves Filho, foi nomeado prefeito pelo interventor Aluízio de Andrade Moura (25/4/1905 – 13/11/1973), tomando posse em 20 abril de 1931 e governando até 16 de outubro de 1932, quando foi substituído por João Bezerra Cavalcante.
            A resolução de 1964 cassou o seu mandato de governador e seus direitos políticos por 10 anos, impedindo de se apresentar em campanhas políticas, jronais, Rádio e Tv. Ele lançou seu filho Henrique Alves a deputado federal, com apenas 21 anos de idade, eleito em 15 de novembro de 1970, sendo o deputado mais votado do Brasil, e reeleitos em todos os pleitos eleitorais registrados até hohe: 15 de novembro de 1974, 15 de novembro de 1978, 15 de novembro de 1982, 15 de novembro de 1986,15 de novembro de 1990, 3 de outubro de 1994, 4 de outubro de 1998 e 3 de outubro de 2002, totalizando assim 8 mandatos. Além de Henrique, ele também elegeu sua filha Ana Catarina, eleita em 3 de outubro de 1994, juntamente com o irmão. Aluízio Alves mostrou sua capacidade e inteligência, vivendo no meio empresarial do Rio de Janeiro e São Paulo, chegou a vice-presidente do Grupo UEB, beneficiando o nosso Estado com diversos projetos de alto gabarito, trazendo emprego para os potiguares, mais notadamente para Natal. Em 1978, retornou a vida pública na chamada ‘paz pública’, num acordo com o governador Tarcísio Maia, apoiando o senador Jessé Pinto Freire (19/11/1918 – 13/10/1980). Eleito Jessé Freire, os acordos não aconteceram como Aluízio Alves esperava. Estacelado o acordo aonde o único beneficiado foi Jessé Freire, e o suplente José de Souza Martins Filho (9/3/1934), que assumiu a cadeira do Senado com o falecimento do titular. Aluízio começou a trabalhar seu nome para o governo do Estado. Ele foi candidato a governador, porém encontrou um adversário chamado José Agripino Maia, filho do ex-governador Tarcísio Maia, que o derrotou implacavelmente com uma maioria de 107 mil votos.
            Aluízio casou-se em 30 de setembro de  1944, com Ivone Lira Alves, nascida em 1926  e falecida em 30 de agosto de 2003, filha de Luiz Lyra e de Lídia de Oliveira Lyra, pai de 4 filhos: Henrique Alves Lyra Alves, nascido em  9 de dezembro de 1948, Ana Catarina Lyra Alves, nascida em 9 de dezembro de 1918, Aluízio Alves Filho, o primogênito e Henrique José. Deixou sete netos, sendo eles: Aluízio Neto, filho de Aluízio Filho; Ana  Carla, José Eduardo e Ana Carolina, filhas de Ana Catarina; Eduardo José e Pedro Henrique, filhos de Henrique. Deixou também dois bisnetos: Mateus e Rafael, filhos de Aluízio Neto.
            Veja o que disse o  senador José Agripino: “Aluízio Alves é o último que vai de uma safra de políticos dos quais fizeram parte Dinarte Mariz, Tarcísio Maia, Jessé Pinto Freire e Theodorico Bezerra. Era o último dessa geração e, talvez, tenha sido o que mais longe foi, ao exercer mandatos de deputado federal, de governador e, por duas vezes, ter sido ministro de estado. Outra condição singular foi que ele morreu líder. Nunca se afastou da política. Quando foi governador, esteve a frente de seu tempo e, como político transcedeu os limites do Rio Grande do Norte. Vai fazer falta à Unidade Popular”.
            Aluízio Alves  faleceu às 14h45 do 6 de maio de 2006, depois de 4 dias de internação na Casa de Saúde São Lucas, no bairro do Tirol, em Natal, deixando um legado de vida para as atuais e futuras gerações de ter sido sempre um homem além de seu tempo. A barragem de Santa Cruz, no município de Apodi deverá ser denominada de Aluízio Alves.
            Portanto, no regime do coronelismo foi um tempo em que a  figura mais importante e poderoso no interior do Estado era o coronel. Personagem hoje quase em extinção, talvez, Chiquinho Germano seja o último dos coronéis potiguares. Sua palavra era lei irrecorrível, suas sentenças definitivas, seus julgamentos infalíveis. Aqui no Rio Grande do Norte havia as figuras paradigmáticas de vários coronéis, além de Theodorico Bezerra.

Coronéis da política norte-riograndense

Coronéis da política
norte-riograndense

A seguir, relacionamos os nomes de coronéis potiguares. Alguns deles com patentes oficializadas, outros não. Apenas eram tachados de “coronel”, em virtude de comandar a política potiguar em suas regiões de origem por um longo período, além de serem grandes fazendeiros, como, por exemplo: Lucas Pinto, que comandou a política apodiense por mais de três décadas.

Os outros são:
Vicente Ferreira Pinto – Apodi (23/7/1781 – 15/6/1847);
João Nogueira de Lucena 0liveira, 1º administrador do Apodi (28/04/1790 – 9/12/1854);
André de Albuquerque Maranhão, Canguaretama (1797 – 26/7/1857);
Alexandre Moreira Pinto, Luís Gomes, Martins, Pau dos Ferros e Portalegre (5/8/1767 – 13/9/1855);
Elias Antonio Cavalcanti de Albuquerque, Assu-Apodi (25/12/1792 – 4/10/1863);
Agostinho Fernandes de Queiroz, Martins/Pau dos Ferros (21/4/1780 – 6/3/1866);
Luiz Manoel Fernandes, Caraúbas (1786 – 13/3/1871);
Manoel Varela do Nascimento, Ceará-Mirim (24/12/1802 – 1/3/1881);
Miguel Ribeiro Dantas São José de Mipibú (9/5/1799 – 14/7/1881)
Bonifácio Francisco Ribeiro Dantas, Natal (14/5/1813 – 2/11/1884);
Epifânio José Fernandes de Queiroz, Pau dos Ferros (16/4/1799- 8/12/1884);
Miguel Arcanjo Guilherme de Melo, Mossoró (1805 - 7/3/1888);
Manoel de Melo Montenegro Pessoa, Assu (1807 – 1889);
Amaro Barreto, Natal (15/1/1825 – 23/11/1890);
Estevam José Barbosa de Moura, Taipu/Macaíba (21/01/1810 – 2/12/1891);
Simão Balbino Guilherme de Melo, Mossoró (31/3/1816 – 15/7/1893);
Felipe Néri de Carvalho e Silva, Santana do Matos (2/5/1829 – 16/7/1893);
Antonio B. Ribeiro Dantas, São José de Mipibú (13/6/1829 – 21/11/1894);
José Moreira Bandeira Castelo Branco Goianinha (4/9/1828 – 16/7/1895);
Luiz Gonzaga de Brito Guerra, Campo Grande, Assu e Caraúbas (27/9/1818 – 6/6/1896);
Antonio Carlos Martins, Caraúbas (3/1/1857 – 23/3/1899);
Manoel Lins Wanderlei, Assu (1828 – 1899);
Sebastião Celino de Oliveira Pinto, Apodi (18/6/1819 – 27/07/1901);
Eufrásio Alves de Oliveira, Macau. Falecido em 04/02/1904);
Sebastião de Souza Bastos, Areia Branca/Mossoró (30/1/1855 – 21/3/1905);
Joaquim Leopoldo Raposo Câmara, Ceará Mirim (7/11/1818 – 6/6/1905);
Manoel Praxedes Benevides Pimenta, Caraúbas (10/5/1838 – 27/9/1905);
Manoel Leopoldo Raposa Câmara, Ceará -Mirim (4/1/1810 – 7/11/1905);
Ezequiel de Araújo Fernandes, Caicó (9/4/1843 – 24/4/1906);
Elias Antonio Ferreira Souto, Assu (25/1/1848 – 17/5/1906);
Luiz Pereira Tito Jácome, Campo Grande (4/1/1832 – 19/6/1906);
Antonio Fernandes de 0liveira, Luís Gomes (25/11/1841 – 16/11/1906);
José Bernardo de Medeiros, Caicó (20/8/1837 – 15/1/1907) – Avô do governador Dinarte Mariz. Este filho de Manoel Mariz Filho;
João de Brito Guerra Pinto, Apodi (9/6/1872 – 8/7/1907);
Antonio Manuel de 0liveira Martins, Martins/Pau dos Ferros/Portalegre (28/4/1919 – 6/4/1908);
Cezário Fernandes de 0liveira, Caraúbas (1867 – 21/1/1910);
Francisco Gurgel de 0liveira, Caraúbas/Mossoró (7/9/1848 – 7/1/1910) – prefeito de Mossoró e governador do estado;
Antonio Bento de Araújo Lins, Ceará-Mirim (14/2/1829 – 7/12/1911);
Luiz Soares da Silveira, Apodi (falecido em 3/2/1917);
Antonio Soares de Macedo, Assu (27/2/1831 – 11/5/1917);
Manoel Liberalino de 0liveira, Areia Branca/Mossoró (11/11/1893-10/12/1918);
Bento Praxedes Fernandes Pimenta Martins/Mossoró (31/1/1871 – 29/4/1922);
Cristalino da Costa 0liveira, Martins (11/4/1845 – 16/12/1922);
Pedro Regalado de Medeiros Lins, Martins (13/5/1877 – 13/3/1923);
Manoel Benicio de Melo, Mossoró (falecido em 26/9/1923);
Fabrício Gomes de Albuquerque Maranhão, Macaíba e Canguaretama (13/2/1852 - 18/4/1924) – Sete vezes prefeito de Canguatama;
Francisco Fernandes Carneiro, Caraúbas (6/9/1863 – 20/5/1925);
Pedro Soares de Araújo, Assu (29/8/1855 – 11/4/1927);
Manoel Maurício Freire, Macaíba (1850- 4/10/1927) – prefeito daquela urbe em seis mandatos;
Francisco Evaristo de Queiroz Sales, Luís Gomes/Pau dos Ferros (29/1/1865 – 19/10/1927);
Rodolfo Fernandes de 0liveira Martins, Mossoró (24/5/1872 – 11/10/1927);
Joaquim José Correia, Pau dos Ferros (16/9/1848 – 25/9/1928),
João Pessoa de Albuquerque, São Miguel (falecido em 26/5/1929);
Petronilo Ferreira Pinto, Caraúbas (31/5/1874 – 9/6/1929); Foi o 1º prefeito constitucional de sua terra natal;
Feliciano Ferreira Teteu, Região Agreste (21/3/1850 – 7/2/1930);
Antonio Bento de 0liveira, Caraúbas (11/2/1864 – 4/6/1930);
Jerônimo Rosado, Mossoró (8/12/1861 – 25/11/1930);
Francisco Fausto de Souza, Mossoró/Areia Branca (19/5/1861 – 14/1/1931);
Joaquim da Silva Saldanha – QUINCA SALDANHA, Campo Grande/Caraúbas (11/12/1872 – 14/6/1932);
Bento Antonio de 0liveira, Caraúbas (27/3/1888 – 27/9/1933);
Tibúrcio Valeriano Gurgel do Amaral, Felipe Guerra/Apodi (14/4/1843 – 10/12/1933);
Francisco Ferreira Pinto, Apodi (17/4/1895 – 2/5/1934)- 1º prefeito constitucional de Apodi;
Francisco Germano da Silveira, Luís Gomes (18/4/1884 – 13/11/1934) – pai do biografado;
Fernando Gomes Pedrosa, Macaíba (30/3/1886 – 9/3/1936);
Joaquim Ferreira Chaves, (15/10/1852 – 12/3/1937) – Casou-se em primeiras núpcias em 9/2/1975, com Alexandrina Barreto Ferreira Chaves, nascida na povoação de Barriguda, atual cidade de Alexandria, no dia 15/2/1842 e falecida no Rio de Janeiro em 10/1/1921, filha de Domingos Velho Barreto Júnior. O nome da cidade de Alexandria é em sua homenagem, por ter sido a primeira dama estadual. Joaquim Ferreira Chaves, cinco vezes senador e 3 vezes governador, casou-se em segundas núpcias em 7/12/1922, com Maria Ferreira Chaves;
Marcelino Vieira da Costa, Luís Gomes (26/3/1859 – 2/12/1938) – prefeito de Luís Gomes em cinco períodos. É avô de Chiquinho Germano;
Francisco Dantas de Araújo, Pau dos Ferros (12/9/1872 – 9/9/1942) – É patrono da cidade e foi o 1º prefeito constitucional de Pau dos Ferros;
José Martiniano de Queiroz, Pau dos Ferros/Iracema-CE (16/7/1863 – 2/5/1943) – sogro de Chiquinho Germano;
Alberto Frederico de Albuquerque Maranhão, Macaíba (2/10/1872 – 1/1/1944);
Demétrio do Rego Lemos, Martins (20/10/1867 – 13/5/1945);
Olinto Gurgel do Amaral, Caraúbas 15/4/1868 – 5/11/1945);
Emiliano Bezerra da Costa Avelino, Macau (22/3/1858 – 21/11/1945);
Severiano Régis de Melo, Apodi (8/11/1871 – 26/1/1946);
Joaquim Godeiro da Silva, Patu (7/11/1861 – 10/7/1947)
Antonio Gonçalves Vieira, Luís Gomes (26/3/1860 – 3/12/1947);
Joaquim Ignácio de Carvalho Filho, Martins 06/02/1888 - Natal– 09/06/1948);
Alfredo Fernandes, Mossoró (5/4/1884 – 24/12/1948);
João Ferreira Leite, Apodi-Mossoró (25/2/1878 – 5/3/1949);
Antonio Gurgel do Amaral, Apodi (1872 – 4/2/1950);
Rafael Fernandes Gurjão, Pau dos Ferros, Mossoró e Estado (24/10/1891 – 11/6/1952) – padrinho do biografado. 1º prefeito constitucional de Mossoró e governador do Estado do RN;
Vicente José Tertuliano Fernandes, Mossoró (9/10/1871 – 23/10/1952);
Ezequiel Mergelino de Souza, Santa Cruz (10/04/1865 – 12/04/1953) – 1º prefeito constitucional de Santa Cruz;
Luís Colombo Ferreira Pinto, Apodi/Mossoró (9/6/1872 – 18/9/1953);
Antonio Martins Veras, Campo Grande (8/11/1907 – 18/4/1956);
Francisco de 0liveira Fontes, Luís Gomes (18/9/1905 – 21/10/1958) – Quatro vezes prefeito de Luís Gomes;
Georgino Avelino, Angicos e região (31/7/1887 – 2/4/1959) – Foi governador do estado;
Vicente Carlos Sabóia Filho, Mossoró (24/10/1889 – 5/10/1965);
Coronel Pompeu Jácome, Campo Grande (5/4/1866 – 20/11/1966);
Rafael Godeiro da Silva, Patu (1822 – 13/3/1967);
Tilon Gurgel do Amaral, Apodi (7/1/1881 – 23/7/1968);
Antonio Germano da Silveira, Luís Gomes (17/3/1884 – 2/10/1968), tio do biografado;
Sátiro Gomes de Moura, Caraúbas-Patu (03/01/1875 – 26/5/1972);
Benedito de Paiva Cavalcante, Alexandria (04/06/1880 – 8/12/1972);
Joaquim Felício de Moura, Mossoró (27/12/1897 – 22/7/1973);
Lucas Pinto, Apodi (11/10/1899 – 06/02/1981);
Francisco Veríssimo de Sá, Alexandria/João Dias (10/3/1918 – 28/11/1983);
Manoel Emídio de Souza, Alexandria (19/12/1896 – 25/11/1983);
Dinarte Mariz, Caicó (23/8/1903 – 6/7/1984);
Luiz de França Tito Jácome, Campo Grande (5/7/1914 – 18/12/1985);
Manoel Veras Saldanha, Campo Grande (25/9/1900 – 11/6/1989);
Raimundo Ferreira, Apodi-Itaú-Severiano Melo (30/09/1903 – 18/11/1989);
Paulo Abílio de Souza, Umarizal (02/06/1908 – 01/12/1989);
Izauro Camilo, Apodi (05/07/1906 – 25/02/1990);
Theodorico Bezerra, Santa Cruz (23/07/1903 –05/09/1994) – O “majó” Theodorico Bezerra – “IMPERADOR DO SERTÃO”, cuja biografia está acima descrita;
José Abílio de Souza Martins, Umarizal (13/10/1892 - 06/09/1992);
Jerônimo Vingt Rosado Maia, Mossoró (13/01/1918 – 02/02/1995);
Valdemar de Souza Veras, Alexandria (21/01/1921 – 25/11/1993);
Clidenor Régis de Melo, Itaú (09/03/1930 – 01/07/1994), foi prefeito de Itaú em quatro mandatos;
Joaquim Inácio de Carvalho Neto, Antônio Martins (27/09/1936 – 03/02/1995) – prefeito de Antônio Martins em três mandatos;
Nelson Borges Montenegro, Ipanguassu, Assu/Ipanguassu (26/5/1915 – 1/7/1996), prefeito por duas vezes na cidade de Ipanguaçu. Casou-se em 8/12/1938, com Maria Eugênia Borges Montenegro (Lavras-MG, 7/10/1915), a qual também exerceu o mandato de prefeita de Ipanguaçu;
Jerônimo Dix-huit Rosado Maia, Mossoró (21/5/1912 – 23/10/1996) – prefeito de Mossoró em três mandatos;
Francisco Ferreira Sobrinho, Apodi-Severiano Melo (9/6/1932 – 27/11/1996);
Raimundo Nonato Neto, Marcelino Vieira (16/8/1959 – 2/10/1997);
Levanir de Freitas, Pendências (1933 – 30/12/1997);
Tarcísio de Vasconcelos Maia, Mossoró (26/8/1916 – 13/4/1998) – foi governador do Estado;
José Fernandes de Melo, Pau dos Ferros (2/3/1917 – 9/9/2001) – exerceu por cinco vezes o mandato de prefeito, uma em Encanto, outra em Água Nova e três em Pau dos Ferros;
Odorico Ferreira de Souza, Santa Cruz (27/07/1908 – 17/02/2002) – prefeito de Santa Cruz e duas vezes deputado estadual;  
Adauto Ferreira Rocha, Agreste Potiguar (1915 – 24/3/2003). O penúltimo dos coronéis do Agreste Potiguar. Exerceu o cargo de prefeito em três cidades: Goianinha, Arês e Várzea;  e
Aluízio Alves  (Angicos, 11/8/1921 – Natal, 6/5/2006).

Outros:
José Lúcio Ribeiro (Santo Antonio) avô do promotor de Justiça de Mossoró Armando Lúcio Ribeiro, este nascido em 27/4/1960, filho de Rafael Lúcio Ribeiro e de Maria Lopes Ribeiro. Foi o principal adversário de Adauto Rocha na zona canavieira, tendo sido prefeito de Santo Anônio, eleito em 1948. Faleceu em 16/1/1969.
Lindolfo Gomes Vidal (Santo Antonio), duas vezes prefeito de Santo Antônio, eleito em 1962 e 1972.
Alfredo Mesquita Filho (Macaíba), prefeito nomeado de sua terra natal no período de 1936 a 1941 e eleito em 1958.
João Severiano Câmara (Baixa Verde - Mato Grande, 8/3/1895 – Natal. 19/1/1947), primeiro prefeito constitucional de Baixa Verde, atual cidade de João Câmara, eleito em 1928.
Antonio Cleophas da Silva, vulgo Totô Jacinto (Nova Cruz, 9/4/1887 e falecido em 1969) avô de Cassiano Arruda Câmara.

Dedicatória


Dedico este trabalho aos meus queridos filhos: Jotaemershon Whakyshon (01/10/1986), Marília Jullyetth (29/11/1990) e Jota Júnior (14/07/1999).
À memória de meu querido e saudoso pai, Manoel Francisco das Chagas (15/05/1920 – 05/02/1995); à minha querida e saudosa mãezinha Luzia Francisca da Conceição (13/12/1933 – 11/01/1971); à minha querida e inesquecível filha Maria Patrícia (17/08/1984 – 11/12/2002), ao meu saudoso filho Antonio Jackshon (24/3/1988 – 24/5/1988), como também às minhas sogras: Rita Maria da Luz (02/02/1929 – 5/10/1982) e Francisca Gomes Torres (07/02/1939 – 19/07/2005) e sogro Antonio Jardim Torres (8/11/1924 – 2/9/1989).
Aos meus colegas policiais militares e amigos de todas as cidades onde já exerci a função de delegado de polícia: Apodi, Dr. Severiano, Felipe Guerra, Itaú, Rodolfo Fernandes, Governador Dix-Sept Rodado, Tenente Ananias, Marcelino Vieira, Severiano Melo e Caraúbas: Tenente Inácio Brilhante Araújo Filho, Sargrnto. Damião Masculino Sobrinho (22/02/1962), Cabo Edmundo Alves dos Santos (20/11/67), Cabo Delgineto Dantas Vieira, soldados José Máximo da Silva (18/05/66), Francisco de Assis Belo (29/03/62), Francisco Carlos de Lima (8/9/68), Luzimar Gomes dos Santos (29/12/64), Tyronne Ferreira Dias (13/09/73) e Alcivan Neres da Silva 27/07/1982). Em especial aos meus três ex-comandantes na 3ª COM – Companhia Polícia Militar/ 2º BPM – Batalhão de Polícia Militar: Capitão PM Eduardo Francisco da Silva (22/01/1970), Capitão PM Alessandro Gomes de Oliveira (06/01/1971) e Capitão PM Leônidas Evaristo Guimarães (29/04/1955) e ao 1º tenente PM Aderlan Bezerra de Araújo (25/04/1972), meu atual comandante na Companhia de Polícia Militar de APODI.
À minha ex-esposa Maria Eliete (23/08/1963) e à minha atual companheira Kelly Cristina (28/1 0/1976); como também aos meus queridos irmãos e irmãs: Manoel Francisco (10/04/1958), Francisco Inácio (0l/02/1960), Antonio Francisco (13/03/1965), Luzia da Conceição (12/12/1962), Rita Nicácia (19/06/1964), Maria Damiana (07/11/1970) e Anna Maria. À minha enteada Janine Beatriz (30/05/1993), ao meu cunhado e compadre Edson Torres (8/6/1973) e à minha comadre Irene Francisca (5/4/1975). Além de minhas cunhadas e concunhados: Lúcia de Fátima Viana (25/5/58), Francisca Gomes Torres Filha “FRANCINEIDE” (20/12/69), Antonia Viana (3/7/1959) Antonia Kátia Torres (25/7/75), Kaliana Gomes, Torres, Carlos Edauardo Oliveira de Menezes, José Edson de Albuquerque (13/11/1971), Luiz de Tonha (22/7/58) e Zé de Katia.

Em especial, às seguintes pessoas amigas rodolfenses: Dadá Melo (20/02/1951), Tanita (25/07/1957), Julinha (30/05/1973), Açucena (21/04/1955), Dudinha de Dadá (21/07/1974), Nonatinho (19/12/1955), Juarez (06/07/1962), Victor (26/10/1957), Alcivan (03/04/1965), Kendoca (09/09/1961), Teca (02/05/1966), Fátima (25/07/1961), Zé Ranulfo (27/05/1955), Ariana Suassuna (9/07/1975); Berguinho (24/04/1972), Marcelo Eumeres (22/07/1968), Alma (30/04/1946), Danúbio (13/07/1970), Sargento Morais (I7/09/I967), Aos sargentos: Aroldo Palhando (06//09/49) e Antonio Carlos (02/09/1972), Lindemberg (17/02/1972), Maria de Fátima (09/03/1959), Dona Simone (12/06/1939), Neide Nazárlo (16/09/1961), Matias Inácio (24/02/1965), Luiz Kleber (04/05/1974), Dr.Ari (16/7/1956), Veralúcia (9/9/1971) e enfim, dedico a todas as pessoas que, assim como eu, também adoram Chiquinho Germano.
Agradecimentos

A Deus que, na certeza de Sua existência e na grandiosidade do Seu poder, nos concedeu a vida, nos guiou na direção do servir, permitindo-nos atravessar todas as dificuldades que tivemos de enfrentar, principalmente, as de cunho financeiro, para concretizar mais um desafio.
Aos meus familiares, personagens importantes na minha labuta diária, parceiros eternos nas minhas realizações; aqui proclamamos seus nomes:
Jotaemeshon José Whakyshon Bezerra das Chagas;
Marília Jullyetth Bezerra das Chagas e José Maria das Chagas Júnior – meus queridos e amados filhos, Manoel, Francisco, Antônio, Rita, Anna, Damiana e Luzia - meus irmãos:
Maria Eliete – ex-esposa, em razão de a mesma ser mãe dos meus filhos: Jotaemeshon e Jullyetth, minha maior riqueza e motivo de viver;
E Kelly Cristina – minha atual companheira e genitora de meu filho Júnior.
Aos amigos e colaboradores que de alguma forma contribuíram dando estímulo, informações para a realização desta obra; aqui citamos os nomes de alguns deles: Simone de Queiroz Negreiros (12/06/1939), Vassimon de Queiroz Negreiros (06/06/1935), o saudoso Dr. Antonio Fernandes Mousinho (23/11/1916 – 10/11/2001), José Alcivan Gurgel de Bessa (03/04/1965), Elita Queiroz Germano (03/10/1916), Maria de Lourdes Dantas de Queiroz (11/12/1942), Francisco de Sales Mafaldo (03/10/1916), Maria Zilma Mafaldo Paiva (06/06/1941), José Germano Sales - Dedé Germano (20/09/1918), Maria Erci Germano de Queiroz (03/06/1926), Tereza Glícia Gondim de Queiroz (27/08/1957), Wellington Germano de Queiroz (12/06/1933), Maria Zilca Queiroz Germano (08/08/1936), Juarez (13/12/1916), José Pinheiro de Bessa (11/01/1927), José Ranulfo Gurgel de Bessa (27/05/1955), Francisco Gomes de França (30/04/1946), Maria do Carmo Negreiros (19/03/1920), Francisco Matias Inácio de Oliveira Negreiros (24/02/1965), Luiz Kleber Inácio de Oliveira Negreiros (04/05/1975), Ecílvia Nunes da Silva (29/01/1965), Maria Campelo Gurgel (17/05/1945), Regina Lucena, Profirio Rômulo Fernandes Negreiros (08/10/1960), Rafael Monte Negreiros (24/10/1948), Maria das Graças Fernandes (21/10/1941) e Maria Lúcia Escóssia de Castro, Diretora do Museu Histórico Lauro da Escóssia, em Mossoró, por ter permitido que eu pudesse pesquisar no interior daquele museu vários exemplares dos seguintes jornais: O Mossoroense, O Comércio de Mossoró, Diário de Mossoró e Diário Oficial do Estado.
Deixamos de publicar depoimentos e dados biográficos de amigos e parentes de Chiquinho Germano, que talvez por esquecimento ou por desventura, não receberam minhas solicitações enviadas, deixaram de enviar. Alguns deles, com certeza, por falta de interesse mesmo. Porém, quero agradecer ao Senador José Agripino Maia, o qual foi o único político que respondeu minhas missivas, enviando seu depoimento, que se encontra no Capítulo XII, neste trabalho.

Genealogia de Chiquinho Germano

Genealogia de Chiquinho Germano


Origem e contemporaneidade da família Silveira Germano e Germano e Queiroz
           
Em pesquisas que realizei junto a várias pessoas como o saudoso Dr. Antonio Fernandes Mousinho1 e Dona Simone de Queiroz Negreiros Germano2, esposa de Chiquinho Germano, uma grande pesquisadora, além dos arquivos das prefeituras de Luís Gomes - RN, Rodolfo Fernandes - RN e Martins - RN, bem como, rebuscando meus escritos históricos e literários de vários municípios potiguares, entre eles: Rodolfo Fernandes, um trabalho contendo a história deste município, com cerca de 400 páginas, a ser editado brevemente, pude desvendar um pouquinho das origens e contemporaneidade da família Germano Silveira Queiroz, desde os ancestrais até a galera atual, começando pela parte dos Silveira, que vêm da matriarca Anna Martins da Silveira, natural de Martins - RN, nascida a 16 de março de 1750 e falecida em 28 de julho de 1830, que casou em 27 de maio de 1805 com o tenente Alexandre Moreira Pinto, nascido na Fazenda São Brás, atual município de Tenente Ananias.
O município de Tenente Ananias foi criado pela Lei nº 2.786, de 10 de maio de 1962, cujo patrono homenageado Ananias Gomes da Silveira (18.07.1863 – 18.10.1950), filho de João Augusto da Silveira Filho e de Maria Augusta Gomes da Silveira.
Ananias Gomes era primo terceiro de Chiquinho Germano, filho do português Alexandre Moreira Pinto (22.03.1733 – 10.02.1808) e de Ana Joaquina da Apresentação. Desse consórcio houve 17 filhos, sendo os seguintes:
1-       Alexandre Moreira da Silveira, nascido a 28 de setembro de 1806 e falecido solteiro, em 18 de janeiro de 1926, com 18 anos de idade;
2-       Joana Moreira da Silveira, nascida a 03 de janeiro de 1808. Casada com seu primo, o Alferes Alexandre Moreira do Nascimento, filho do Capitão Francisco Moreira Pinto e de Francisca Martins de Lacerda. Mãe de 05 filhos, falecida em 17 de fevereiro de 1856;
3-       Manoel Moreira da Silveira, nascido a 08 de setembro de 1813. Casado com Maria Gonçalves Vieira, filha do Tenente José Gonçalves Vieira da Costa e de Luizinha. Pai de 08 filhos. Este era bisavô de Chiquinho Germano. O Tenente José Gonçalves faleceu em 02 de outubro de 1862.
4-       Anna Martins Fernandes, nascida a 05 de maio de 1810, casada com Francisco Vieira da Silva, filho de Francisco Vieira da Silva e Antonia Vieira da Silva, mãe de 11 filhos;
5-       Matias do Nascimento, nascido a 14 de março de 1817. Pai de 08 filhos;
6-       Thereza Martins do Nascimento, natural de Luís Gomes (18/08/1818 – 15/08/1893). Casou-se a 09/01/1837, com Antônio Fernandes de Oliveira (22/01/1819 – 04/06/1884), filho de João Silvestre Fernandes de Oliveira;
7-       José Moreira Pinto, nascido a 10 de outubro de 1819;
8-       Alexandrinha Moreira da Silveira, nascida a 04 de novembro de 1820. Casada com seu primo Alexandre Gomes da Silveira. Filho do Tenente João Silvestre Fernandes e de Maria Gomes da Silveira. Mãe de 03 filhos;
9-       Antonio Moreira do Nascimento, nascido a 19 de janeiro de 1922;
10-   João Moreira Pinto, nascido a 07 de fevereiro de 1923;
11-   Francisco Moreira do Nascimento, nascido a        15 de junho de 1826;
12-   Francisco Moreira da Silveira, nascido a 29 de outubro de 1814;
13-   Maria Moreira do Nascimento, natural de Luís Gomes - RN, nascida a 29 de setembro de 1815;
14-   Isabel Moreira do Nascimento, natural de Luís Gomes - RN, nascida a 14 de julho de 1812 e falecida em 25 de fevereiro de 1887. Casada com o Major Vicente Fernandes de Oliveira, filho de João Silvestre Fernandes Vieira e Anna Martins;
15-   Manoel Moreira, nascido a 22 de dezembro de 1809 e falecido ainda criança;
16-   Alexandrinha Moreira do Nascimento, natural de Luiz Gomes, nascida a 21 de abril de 1825;
17-   Maria Gomes da Silveira, nascida a 02 de julho de 1822, casada com João Silvestre Filho, filho de João Silvestre de Oliveira, filho de Mathias Fernandes Ribeiro e Maria Gomes de Oliveira Martins, com os seguintes filhos: Alexandre Gomes da Silveira Santiago (07/07/1846 – 27/10/1891), casado Alexandrina Moreira da Silveira, filha de Alexandre Moreira do Nascimento e de Joana Evangelista da Silveira, com os seguintes filhos: João Augusto Gomes da Silveira, Alexandre Augusto, Joana Augusta Gomes da Silveira, José Augusto da Silveira, Maria Gomes da Silveira, Antônia Augusta da Silveira; João Augusto Gomes da Silveira Filho; e Ananias Gomes da Silveira (Tenente Ananias), casado com sua prima Antonia Moreira da Silveira, filha de Mathias Moreira Pinto e de Ana Moreira da Silveira, com os seguintes filhos: Areamiro Gomes da Silveira (19/12/1902 – 22/12/1988); Luiz Gonzaga da Silveira (23/11/1902 – 22/12/1988). Alfrego Gomes da Silveira (14/12/1928 – 2005); e Josias Gomes da Silveira (27/01/1877 – 05/12/1938), casado com Umbelina Fernandes de Queiroz, filha de Childerico José Fernandes de Queiroz e de Maria Amélia Fernandes, com os seguintes filhos: Alexandre Gomes da Silveira, Rafael Fernandes da Silveira, Maria Fernandes de Figueiredo, Ubaldina Fernandes da Silveira, Uriel Fernandes da Silveira, Antonio Fernandes da Silveira, Ianira Fernandes da Silveira, Francisca Francinete, Normélia Fernandes, Amélia Fernandes e Childerico Fernandes da Silveira.
Dos 17 filhos do casal Alexandre e Anna, apenas oito sobreviveram e constituíram famílias.
Dos oito galhos dessa árvore genealógica, vamos apenas escolher um para subirmos nele até alcançarmos a ponta final, pois é lá que encontraremos Francisco Germano Filho.
Esse galho que vamos subir nele é denominado de Manoel Moreira da Silveira e Maria Gonçalves Vieira, bisavós de Chiquinho Germano. Porém, teremos que procurar os galhos ramificados desse casal, que são muitos. Vai ser um verdadeiro labirinto, tendo em vista que se trata de uma grande árvore genealógica. Se comparado, seria igual ao cajueiro de Pirangi – o maior do mundo, com muitas ramificações espalhadas em torno dele, ou seja, com membros dessa família por várias partes do Brasil, porém, com ramificações nos Estados do Rio Grande de Norte, Ceará e Paraíba. Daí se tornou uma missão difícil, buscar um galhinho na ponta do galho original.
Graças ao meu bom Deus, subimos por esse galho, com muito cuidado para não despencar lá de cima, tendo em vista que nessa árvore existem muitos galhos mortos, e se pisar em falso, a queda vem com certeza.
E por falar em galho morto, faço aqui um alerta para os filhos de Chiquinho Germano e Dona Simone, José Negreiros e Cristiano Germano: vocês dois já deveriam ter dado muitos netos a esse belo casal, pois seus filhos hão de ser a continuidade da árvore genealógica originada do casal Francisco Germano da Silveira e Jacinta Queirós da Silveira.
Não faça com que esse galho familiar num futuro bem próximo venha ser apenas um galho seco em meio à frondosa copa dessa árvore genealógica, ou seja, os membros da família Moreira Pinto, Moreira da Silveira, Moreira do Nascimento, Fernandes Negreiros, Queiroz, Germano Moreira e Germano Queiroz, com ramificações nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e parte do Ceará.
Manoel Moreira, bisavô do nosso biografado, casou com Maria Gonçalves Vieira (Madrinha Mariazinha), filha do Tenente José Gonçalves da Costa, filho do português Diogo da Costa e de Maria Alves: e de Anna Quitéria de Sá, filha de Francisco Vieira da Silva e de Antonia Vieira, com os seguintes filhos:
1-      Alexandre Moreira da Silveira, natural de Luiz Gomes - RN, casado com sua prima Maria Rachel Gonçalves, filha de Antônio Moreira Pinto e de Rachel Gonçalves.
2-      Joaquim Moreira da Silveira (09/12/1843 – 29/05/1929), casado com Thereza Maria de Jesus (11/08/1851 – 09/05/1916), filha de Antonio Fernandes.
3-      Antonio Moreira da Silveira, casado com Maria Joana (que fora escrava de seu pai).
4-      Alferes João Germano da Silveira (15/11/1852 – 17/11/1924), este, bisavô de Chiquinho Germano. Casou-se no ano de 1874, com Maria Vieira da Costa (05/02/1854 – 16/06/1926), filha de José Gonçalves da Costa, filho do português Diogo da Costa e de Maria Alves; e de Josefa Gonçalves Vieira Gonçalves. Desse consórcio houve nove filhos. Vejamos a sua descendência3:

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